Ações extensionistas do IFRR causam impacto social em localidades de Roraima

por Rebeca publicado 14/02/2020 11h47, última modificação 14/02/2020 11h48
Ao longo de 2019, 46 projetos de extensão foram desenvolvidos pelos cinco campi do IFRR por meio do Programa Institucional de Bolsa Acadêmica de Extensão (Pbaex).

Ao longo de 2019, 46 projetos de extensão foram desenvolvidos pelos cinco campi do Instituto Federal de Roraima (IFRR) por meio do Programa Institucional de Bolsa Acadêmica de Extensão (Pbaex). Mesmo depois de encerrados os projetos, que têm duração de seis meses, muitas das iniciativas suscitadas por eles tiveram continuação nas localidades atendidas com ações de extensão.

Entre pessoas da comunidade, alunos e servidores, o número estimado de envolvidos nos projetos no ano passado foi aproximadamente 1.500. Os municípios atendidos foram Amajari, Boa Vista, Bonfim, Caracaraí, Rorainópolis, São João da Baliza e São Luís, além de comunidades e vicinais. Fora cada aluno extensionista que recebeu uma bolsa mensal de R$ 400,00 durante a execução do projeto, houve a figura do voluntário (estudantes e servidores).

Um dos exemplos de semente plantada que estão produzindo frutos é o Café das Meninas, uma das quatro ideias de negócios apresentadas por estudantes do ensino médio da Vila do Trairão, Município do Amajari, participantes do Pbaex “Jovem Empreendedor: Trairão e suas potencialidades”, idealizado pela aluna do curso Técnico em Agropecuária do Campus Amajari Izabella Félix da Silva, 16, moradora do Trairão e bolsista do programa.

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Bicicleta personalizada

Das oito alunas que idealizaram o Café das Meninas, as irmãs Hebeca Kauita Cabral Lima, 16, e Raquel Marina Cabral Lima, 18, resolveram dar prosseguimento à ideia. A bicicleta comprada a prazo, e agora quitada, foi personalizada e fica na frente da farmácia, local de trabalho das duas. Elas se revezam no atendimento pela manhã e à noite. Com ajuda da mãe, produzem tapioca, bolos simples e recheados, salgados (enroladinhos, joelho), cuscuz, bolo de pote, café com leite e sucos.

Conforme Hebeca, que é jovem aprendiz, participar do projeto ajudou a despertar o lado empreendedor. Mesmo com o receio de seguirem sozinhas, como houve investimento, não poderiam parar. “Ficamos tristes com a desistência das outras, mas, como o curso nos preparou para todas essas situações, me senti capaz de dar continuidade, me senti preparada. O curso nos ajudou justamente nessa organização das tarefas, de horário, ensino, e a não desistir”, disse.

No sul de Roraima, foi desenvolvido pelo Campus Novo Paraíso (CNP), na Vila Novo Paraíso, conhecida também como Km-500, o projeto “Amenizando o problema do lixo orgânico de forma sustentável a partir de composteiras domésticas”, com realização de oficinas e palestras aos moradores da Rua Amazonas.

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Projeto “Amenizando o problema do lixo orgânico de forma sustentável a partir de composteiras domésticas”,

Em relação aos resultados, o orientador do projeto e diretor-geral do CNP, Eliezer Nunes, relatou os resultados vistos na comunidade. “Na rua onde o projeto foi desenvolvido, a gente percebeu que o lixo orgânico teve destino diferenciado, a rua ficou mais limpa e as famílias encontraram solução para o problema do lixo orgânico. Nossa ideia é dar continuidade este ano, ampliando para mais ruas, inclusive há algumas composteiras para fazermos doação para outras famílias”, disse.

Nunes explicou que a ideia é fazer uma grande oficina sobre compostagem com os alunos extensionistas, que perceberam as mudanças e que já toparam continuar o projeto, para ensinar essa metodologia à comunidade e, assim, alcançar melhores resultados. “Vamos selecionar 30 famílias de várias ruas, mostrando a importância do projeto, que deu certo, e garantindo a produção de novas composteiras”, comentou.

Uma das moradoras da Vila Novo Paraíso, da Rua Amazonas, Rosineide da Silva, contou que a participação no projeto a fez mudar o modo de agir em relação ao lixo orgânico, como casca de banana, de outras frutas e de ovos. “O que a gente jogava fora, na rua, agora joga no balde certo para fazer o adubo orgânico, que a gente pode utilizar para fazer canteiros, hortas”, disse.

 

Ascom/Reitoria
Rebeca Lopes
Fotos: Divulgação e IFRR
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